">"Aqui você lê o conteúdo essencial do Evangelho da Graça de Deus que revela o único Caminho a ser feito ...... o Caminho é Jesus Cristo!"
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Estou Cansado!

sábado, 24 de setembro de 2011

Segue abaixo, um texto que escrevi a três anos. Embora, minha consciência do Evangelho tenha aumentado, no que tange o conteúdo do texto abaixo não mudou em nada. Disse, digo e direi sempre o mesmo o que aqui eu expressei como um desabafo. Hoje, porém, com muito mais consciência... AFIRMO: O POVO QUE SE CHAMA "CRISTÃO" ESTÁ SENDO ROUBADO, SAQUIADO, USURPADO, ENGANADO em nome de Deus. É assim que é. É assim que está. É só ligar a TV assistir os programas evangélicos. Só não vê quem não quer.



Segue o texto:



_______________________

Estou cansado! Cansado da “igreja”. Cansado dos pastores. Cansado dos evangélicos-cristãos-judaizantes-santarrões-fariseus-hipócritas. Cansado do falso-evangelho pregado nas “igrejas” em nome de Jesus, porém, sem nenhum compromisso com Ele próprio e com Sua causa.

Estou cansado de ritualismo-religioso improdutivo, que não gera um discípulo de Jesus, antes, gera um ser neurótico mascarado com o “cristianismo”, mas desassociado de uma vida coerente com a que foi proposta por Jesus.

Estou cansado da exigência dos pastores por freqüência assídua nos cultos – marcando ponto – como compromisso com Deus.

Estou cansado da insuficiência da Cruz pregada por eles, daí eles acrescentarem muitas outras exigências para os “cristãos” para completar o pacotinho.

Estou cansado da suposta “comunhão” que se vive dentro das “igrejas”, sem sequer ser verdade na vida, podendo ter um irmão ao lado passando fome, porém não se ensina a generosidade para com o próximo – é cada um por-si e Deus pra todo mundo!

Estou cansado da classe sacerdotal-eclesiástica da “igreja” que fica na fila da ordenação, e procuram marcar ponto com o manda-chuva – o pastorzão presidente – para poder ser ordenado a alguma função na “igreja”, assim podendo dizer aos amigos: “Fui consagrado a pastor pelo pastor tal...”.

Estou cansado das mentiras vividas por detrás dos púlpitos: falta de critério e cuidado com o dinheiro recolhido, aproveitamento de uns, favorecimento de outros, ajuda para quem não precisa, compras desnecessárias, aquisições impróprias e etc...

Estou cansado de campanhas que não libertam, que não curam, que não servem de nada; a não ser fazer da “igreja” um centro de descarrego e sala de espera do SUS, onde os doentes – o povo – vem todos os dias marcados para receber a cura, mas não são curados; vêm receber libertação mas não são libertos; é campanha da libertação; é campanha a vitória; é campanha dos 318 pastores; é campanha da restauração da família,que não restaura, pelo contrário, acaba quebrando o que lhe resta.

Estou cansado de líderes que arrogam para si a auto-suficiência mascarada por uma humildade superficial, só para arrebanhar os trouxas que enganadamente acreditam, e como patinho, caem no caô destes....rsrsrs...., coitados, 171 na certa.

Estou cansado de ouvir que precisamos ganhar a cidade pra Jesus, e quando um grupo se reúne e se organiza para o atendimento aos necessitados, e fazendo um sopão distribuem aos que moram nas ruas, e estes, sensibilizados e com vontade de estar com quem lhes estendeu a mão vão à igreja, e os pastores pedem “por favor, parem de dar sopão, porque a igreja está enchendo de mendigos e vai pegar mal para a igreja”.

Estou cansado de ouvir sermões que não geram mudança na vida, apenas fazem cócegas de alegria, e massageiam o ego de uns, e vulgarizam a situação financeira de outros.

Enfim, estou cansado de tudo isso! Parei.

Talvez para você que me lê, possa parecer forte o que escrevi, ou talvez você pense que carrego uma ferida ou uma mágoa da “igreja”. Pra dizer a verdade, é sim. A “igreja” tem ferido muita gente, e comigo não foi diferente. Ela machuca e fere muitas vezes quem a via como um centro de tratamento e de comunhão. Porém, quando você não pode oferecer o que ela exige, você é descartado, perseguido, colocado de lado, e abandonado.

Estas feridas que carrego, não são diferentes das que Paulo carregou – claro que numa intensidade muito menor – porque Paulo também foi ferido pelos da “igreja”, foi caluniado, foi acusado, foi perseguido, foi abandonado, foi tido como um pregoeiro da libertinagem, da facilidade, da liberdade exacerbada.

É assim, com quem tem na instituição a sua fé. Apropriam-se dela, e em se sentindo donos da “igreja” e da verdade, fazem com ela como querem, e como bem entendem.

Mas graças a Deus de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nos liberta, e nos libertará de tão grande mal – esta “igreja” de barganha e toma-lá-dá-cá.

Hoje estou livre para pregar o Evangelho como ele verdadeiramente é – livre e cheio de Graça.

No Evangelho encontramos abrigo, e não uma instituição.

No Evangelho encontramos pessoas como nós, e não santarrões.

No Evangelho encontramos descanso, e não campanhas infindáveis.

No Evangelho encontramos libertação da opressão maligna da “igreja” que coloca sobre nós esta necessidade de retornar sistematicamente para os sete cultos completos de libertação.

No Evangelho encontramos alívio das cargas da vida, e não nos é colocado um jugo pior de observâncias, ainda que mascaradas com a moralidade e ética decorrentes do critério e do bom-senso.

No Evangelho somos todos iguais, pecadores e destituídos da Glória de Deus.

No Evangelho, por tal compreensão da frase acima, encontramos graça e aceitação.

No Evangelho aprendemos a ser gente, e não crente.

No Evangelho encontramos descanso que nossa alma chama de salvação.

No Evangelho descansamos à sombra do Onipotente.

No Evangelho aprendemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, seja bom ou seja um mal, seja privação ou tribulação, seja perseguição ou afronta, seja calúnia ou descaso, seja fome ou debilidade física, enfim, tudo podemos naquEle que nos fortalece.

O Evangelho é assim, simples!

Simples como Jesus é simples. Simples como o amor é simples.

No amor não há complicações, nós complicamos o amor. O amor é simples como simples é Jesus e Seu Evangelho pra nós.

Logo, me lanço em fé neste Evangelho que me aceita como sou, e bem-aventurado sou eu, porque cri, e porque cri fui justificado, e em sendo justificado fui feito filho, e em sendo filho me foi dado o direito de clamar Aba Pai.

Parei.... com a “igreja”, para caminhar no Caminho em Graça e Verdade desfrutando da Vida em Jesus.

Na graça Dele,

Juliano Marcel
09/12/08
Bragança Paulista-SP
www.julianomarcel.blogspot.com

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ESSA ASSOMBROSA FÉ NA GRAÇA

quinta-feira, 21 de julho de 2011



Se entregar em fé e em confiança na certeza de que em Cristo sou aceito, incluído e salvo de mim mesmo, para ser de Deus para toda a Eternidade é um dos maiores desesperos dos religiosos, filhos da moral, da ética, da justiça própria, da graça-desgraçada, da barganha, da troca, do fazer por si mesmo.

Sim, está fé é assustadora.

Assustadora porque nos tira da nossa zona de conforto, dos limites impostos a nós mesmos, dos ditames que estabelecemos para nossa própria vida.

Assustadora porque nos joga na liberdade de ser, sem ter que tomar qualquer outro padrão humano como via de regra.

Assustadora porque nos impulsiona a ser levado pelo vento que sopra cuja origem desconhecemos e cujo destino nos é ignoto, incerto.

Assustadora porque nos faz crer em esperança contra toda a esperança humana de um futuro certo e conhecido, para um caminhar cujo caminho somente Aquele que nos chamou conhece e nos ignora o trajeto.

Assustadora porque nos chama para vivermos na graça pela graça, sem segundas intenções formatadas pelo coração humano.

Assustadora porque na dá a liberdade de escolher agasalhar a graça com graça, ou rejeitar a graça pela dês-graça humana.

Assustadora porque nos chama para a maturidade das nossas escolhas, pela responsabilidade dos nossos caminhos, pelo aprender a discernir os caminhos conforme a graça, de sermos gente grande e não meninos inconstantes levados por modismos e palavras papagaiadas por algum teólogo diplomado pelo “Colegiado Evangélico” com especialização em “Manutenção da Doença Humana”, PHD em “Teologia Moral de Causa e Efeito”, Doutor em “Divindade (Anatomia do divino)” e MBA nas “Cátedras Teológicas das Justiças Humanas”.

Assustadora porque nos chama para moldarmos nossas vidas em simplicidade conforme a simplicidade do Evangelho de Jesus.

Assustadora porque nos chama para não nos conformamos com este mundo, em cujo mundo se engloba a “igreja” como vemos ao nosso redor e suas “teologias”, mas nos chama para a renovação da nossa mente conforme Jesus.

Assustadora porque não nos dá um manual do caminho. Diferente da “igreja” que empacotou a fé e fez de Jesus um Jesus menino, e um Deus Papai Noel, e nos dá um manual do caminhar supostamente cristão ditando as regras do que você pode e não pode fazer, determinando limites e dizendo o que é certo e o que não é certo.

Assustadora porque não nos chama para ser bonequinhos de porcelana da religião. Mas sermos seres humanos integrais.

A religião nos dês – humaniza. A fé na Graça nos humaniza. Nos melhora para vida. Nos faz melhor em todas as áreas das nossas vidas: pessoal, emocional, profissional, familiar, espiritual, relacional e interpessoal.

A fé é assombrosamente terrível para um coração religioso. Porque tira das mãos dele os meios próprios de se chegar a Deus e o coloca na simplicidade de crer que em Cristo já se está lá e não há outro caminho, meio, forma, ou mágica de se chegar até lá se não for pela fé de simplesmente crer que por meio de Jesus eu JÁ ESTOU lá.

Sim! A fé nos chama para nascer de novo, e, como criança se permitir aprender com a mente zerada na Cruz de Cristo, por cujo início se caminha com a firme convicção de que a Cruz é o início e o término do Caminho.

Crendo que a Graça nos chama para o descanso do esforço que se fez até o presente momento em que por meios próprios se caminhava tateando buscando em quais vielas da vida se encontrava o Caminho de Deus. Cuja busca gera enfado, cansaço, estresse; gerado pelo esforço da busca por meios próprios.

Já a fé na Graça nos proporciona o descanso. Porém, para o religioso se torna um outro enfado, já que agora a luta é para se esforçar em deixar de se esforçar, já que se habituou ao esforço de se esforçar por si mesmo.

Logo, a fé torna-se então um assombro. É terra não conhecida. A fé é um caminho desconhecido ao homem.

Estou falando da fé conforme o Evangelho e não conforme esta fé-zinha feia da religião apresentada nos circos pelos pastores-palhaços das igrejas-picadero transmitidas pela TV.

Não! A fé conforme o Evangelho é assombrosamente assustadora porque nos chama para simplesmente crer, mesmo quando tudo aparentemente esteja dando errado; mesmo quando a dor bate à porta; mesmo quando o desemprego chega na casa; mesmo quando o divórcio assole a família; mesmo quando as drogas alcancem os filhos; mesmo que a morte ceife a pessoa amada; mesmo que tudo se mostre como uma calamidade.

Sim! A fé conforme o Evangelho, nos chama para crermos que afinal, tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus e andam segundo os Seus propósitos.

A fé nos faz entender que no mundo há aflições, doenças, medos, desesperos, mas nos dá a certeza de que Jesus já venceu o mundo.

A fé nos faz compreender que não há nada que possa me separar do amor de Deus, absolutamente nada, nem vida, nem morte, nem altura, nem profundidade, nem o presente, nem o porvir, nem qualquer outra criatura pode nos separar do amor de Deus que nos está revelado em Cristo Jesus.

A fé que nos chama para o se deixar levar pelo Vento cujo caminho é desconhecido, mas nos entregamos aos braços do Vento.

É esta assombrosa fé que o Evangelho nos chama a ter. É a esta certeza na Graça que somos convidados a viver.

Se não for assim, será uma graça-desgraçada maquiada pelas mãos teologicamente humanas que dês - humanizam e criam bonequinhas de porcelana imóveis e sem expressões, com apenas uma forma na face: o de religioso-rígido-inflexível.

Que a Graça gere em nós o desejo desesperado pela liberdade de ser. Liberdade do esforço, liberdade que gera em nós o descanso em Deus. Nos liberte da aflição do desespero de não saber se está de bem com Deus ou não. Mas nos dá a certeza de que em Cristo somos de Deus.

Que este seja o nosso caminhar, e o que passar disso é invenção franksteinizada da graça, é anátema, é maldição.

Pense nisso!

Na Graça Dele, em quem descanso pela fé em Graça!

Juliano Marcel
21 de julho de 2011.
Bragança Paulista/SP





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Esta é a lei da Graça aos Humanos

domingo, 28 de dezembro de 2008



1º - Ama a Deus com a plenitude de teu ser.



2º - Ama o teu próximo como a ti mesmo.



3º - Ama teu próximo fazendo a ele tudo aquilo que tu mesmo queres que os outros façam a ti.



4º - Jamais faças ao teu próximo aquilo que tu mesmo não queres que seja feito a ti.



5º - Sê justo com a Justiça que faz o bem e que é capaz de perdoar o erro.



6º - Sê misericordioso conforme a misericórdia que tu queres receber de Deus e dos homens.



7º - Sê grato em todas as coisas de acordo com a consciência que tens de que nada te é devido, posto que tudo que és e tens te foi dado.



8º - Sê cheio da fé que opera pelo amor e que realiza o fruto da justiça, que é paz e alegria no Espírito Santo.



9º - Perdoa sempre, e sempre serás perdoado, posto que assim confirmas com atos a fé que tens de fato acerca de que tudo Está Consumado, pois quem perdoa, também está confessando que crê na Cruz.



10º - Segue o verdadeiro amor e não te preocupes com o pecado.



Esta é a Lei da Graça conforme o ensino do Evangelho.



Graça&Vida Com-vivência.



Caminho da Graça - Estação Bragança Paulista.



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Lendo o Evangelho para HOJE!

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LEITURA DO NOVO TESTAMENTO: cada pessoa no Caminho deve fazer a leitura do N.T. conforme a seqüência que se segue, sem leitura orientada, a fim de que cada um, de si mesmo, verifique o significado do Evangelho sem as leituras pré-condicionantes aprendidas na religião.


Os livros do Novo Testamento foram escritos na seguinte ordem: 1ª. e 2ª. Tessalonicenses; Gálatas, Efésios, 1ª. e 2ª. Coríntios, e Romanos; Colossenses, Filemom; Filipenses, 1ª. e 2ª. Timóteo e Tito; 1ª. Pedro; Marcos; Mateus; Hebreus; Lucas; Atos; Tiago, Judas, 1ª. 2ª. e 3ª. João; o evangelho de João, 2ª. Pedro; e Apocalipse.


CHAVE HERMENÊUTICA: OLHE PARA JESUS E VOCÊ ENTENDERÁ A PALAVRA. "O Verbo se fez carne...", sendo assim, a Encarnação torna-se nossa única e possível chave hermenêutica para entender a Palavra, a mim mesmo, o próximo e a realidade atual.


1. Deve-se ler existêncialmente a Bíblia como tendo seu espirito realizada em Cristo. Ele veio para cumprir tudo. Cumpriu? Sim! Está consumado! Mas cumpriu de uma maneira legal-aos-sentidos? Não! Prova disso que o cumprimento da Palavra em Jesus era justamente aquilo que os mestres da Lei em Seus dias chamavam de transgressão. Assim, há um espírito até na Lei. Jesus cumpriu esse espírito, não suas materializações!


2. Deve-se ler as "falas" de Jesus e não somente fazer (quando se faz) exegese do texto. Antes disso, deve-se perguntar: qual o significado desse ensino de Jesus para Jesus? E a resposta é uma só: veja como Ele lidou com a vida, com as pessoas, com os fatos! Conferindo uma coisa com a outra fica-se livre da construção de dois seres irreconciliáveis: o Jesus que viveu cheio de amor e graça, e o Jesus que ensinou coisas que só os interpretes autorizados conseguem "captar".


3. Desse modo, então, não se faz jamais uma interpretação textual que não coincida com o comportamento e com a atitude de Jesus na questão, conforme o Evangelho. Eu confiro tudo com o espírito de Jesus, conforme o Evangelho.


4. Só assim Jesus não fica esquizofrênico ante os nossos sentidos: o que Ele disse, Ele viveu; e o que Ele viveu, é o que Ele disse.


"Assim, Jesus é a chave hermenêutica para se discernir a Palavra, mas mesmo assim, eu só a conhecerei como Verdade, se eu mesmo a provar na minha carne; e isto é o que acontece quando a gente anda no Caminho; e assim é mesmo quando a gente tropeça."

Caio Fábio

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Epístola ao Apóstolo Paulo

sábado, 13 de dezembro de 2008




Prezado Apóstolo:


Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou à própria vida.


As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.


Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1].
Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.


Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a "raiz de todos os males"[2]?
Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a "solução" de todos os males.


Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época poucos querem ser chamados de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de "apóstolo".


Sei que em seu tempo, os apóstolos eram "fracos... desprezíveis... espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados... lixo e escória" [3].


Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.


Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da "Graça" e da "liberdade que temos em Cristo" [4].


Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à "teologia da retribuição" da Antiga Aliança (só recebe quem merece), e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas ovelhas.


Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5].


Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você.


A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.


Mensagem de cruz e de renúncia não é própria para esta época, consideram eles.


Você dizia que por amor de Cristo perdeu "todas as cousas" considerando-as refugo [9]... As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: "Restitui, quero de volta o que é meu!".


Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10].


Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo...


Admiro sua coragem por ter expulsado um "espírito adivinhador" daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado à prisão e açoites.


Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico.


Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.


Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou.


Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras "todos os dias para ver se as coisas são de fato assim"[12].


Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse "o dom de Deus" que havia nele [13].


Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma "nova unção" para quem fraqueja.


Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!


Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal... as coisas mudaram: culto agora é 'show', a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só para ensinar como conseguir mais coisas do céu.


O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé "por obedecerem a espíritos enganadores" [14].


Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.


Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.


[1] At 20.23; [2] 1Tm 6.10; [3] 1Co 4.-9-13; [4] Gl 2.4; [5] Rm 7.19; [6] 2Co 10.10; [7] Gl 4.13-15; [8] 1Tm 5.23; [9] Fp 3.8; [10] At 19.12; [11] At 17.18; [12] At 17.11; [13] 2Tm 1.6; [14] 1Tm 4.1.

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">"Fora do Caminho da Graça de Deus..... não há caminho a ser feito!"

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